Quando percebo
Já estou repetindo
As mesmas palavras
As mesmas poesias
Os mesmos sentimos
Olho para trás
E nada mudou
Outras vozes, mesmas frases
Outros olhos, mesmos olhares
Outros rostos, mesmos sorrisos
Cansei de me perguntar
Qual o caminho correto
Quais as decisões corretas
O que diabos me falta
E porque nunca sei a resposta
Mas não nunca chego a nada
E quando percebo
Já estou repetindo
As mesmas palavras
As mesmas poesias
Os mesmos sentimentos
Olho para trás
E nada mudou
Outras vozes, mesmas frases
Outros olhos, mesmos olhares
Outros rostos, mesmos sorrisos
Mas que droga...
Afinal,
Qual o caminho certo?
Quais as decisões corretas?
O que diabos me falta?
E...
Porque nunca sei a resposta?
Lucas Rangel Lima
13 de abr. de 2013
10 de abr. de 2013
Sete Noites - Capítulo 1
Espero conseguir terminar essa série (yeah, ta certo...)
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Não pretendo me identificar em momento algum durante este relato. Apesar de ter reunido coragem para partilhar dessa história, sei que é melhor fazê-lo de forma anônima. Acreditar ou não nas palavras que aqui serão escritas é escolha sua, e acho melhor que não o façam. É mais seguro. Tanto para mim quanto para vocês.
Bem... Vamos começar.
Ano passado, a minha vida mudou.
Durante uma semana, eu vivenciei o inferno na terra, e desde então, minha vida mudou.
Foi como se o destino estivesse pregando uma peça comigo. Bem, admito que também tive culpa. Afinal, se não fosse por mim, provavelmente não teria acontecido da forma que aconteceu, ou talvez nem mesmo tivesse acontecido.
Mas eu me recuso a acreditar que tudo foi apenas "por acaso".
Era uma noite de domingo quando o conheci. Meu pai, um policial solteiro, havia chegado em casa mais frustrado e irritado do que eu jamais tinha visto. Fazia alguns meses desde que um assassino em série havia aparecido em nossa cidade, e a mãe da oitava vítima havia feito uma cena na delegacia aquela tarde. Daqueles com direito a choro e xingamentos.
Bem, não posso culpá-la. A garotinha tinha dez anos e foi encontrada nua com o pescoço torcido deitada na areia da praia. Diga-se de passagem, sua casa ficava a três quarteirões do local. Qualquer mãe teria feito o mesmo, senão pior.
De qualquer forma, por causa disso, eu e meu pai brigamos naquela noite. Minha culpa. Apesar de que o estado emocional dele também ajudou bastante, claro. Ainda assim, fui eu quem o provocou no final e isso resultou na minha "expulsão" da casa.
"Expulsão"
Eu pretendia voltar, é claro. No dia seguinte mesmo. Ele não estaria lá durante a manhã e a tarde, e eu estava com as chaves no bolso. Em três dias, nós dois teríamos superado aquela briga e voltaríamos ao convívio "normal".
Mas o destino não quis que fosse assim, claro.
Naquela noite, enquanto eu caminhava pelas ruas vazias esperando o sol nascer, uma tempestade sem chuva começou a soprar. Não demorei para encontrar abrigo, em um coreto numa praça perto da praia (longe de onde a oitava vítima havia sido encontrada), e lá fiquei sozinho.
Não, não exatamente sozinho. Junto comigo havia outro ser vivo. Um morcego negro como a noite, que parecia não ser afetado pelo vento e que me fitava pendurado em uma das vigas de madeira.
Dizer quanto tempo passei apenas sentado lá, olhando para o morcego, seria impossível. Minha memória daquele momento está muito confusa agora. Só sei que quando percebi, já estava correndo.
Respiração ofegante, olhos semicerrados, vento soprando no meu rosto, correndo atrás do maldito morcego que agora não só ignorava o vento, mas também conseguia voar contra ele.
Apesar de ter recuperado minha consciência, meu corpo ainda não me obedecia. Eu continuei correndo além da exaustão por longos minutos, até que finalmente chegamos.
Um trecho deserto da praia, longe da cidade. Apenas o mar, uma faixa de areia e as árvores.
E em uma dessas árvores estava um homem pregado com estacas de madeira pendurado de cabeça para baixo. Uma estaca atravessando as duas mãos e o peito, outra estaca para os pés. As duas atravessavam a árvore por completo, e pareciam extremamente afiadas. Havia uma quantidade absurda de sangue escorrendo das feridas, digna de oito jovens garotas e sabe-se lá quantas mais. Todo o tronco da árvore e a terra envolta estava manchada de vermelho.
Mas apesar da situação miserável do homem, a única coisa que eu pude sentir foi medo.
"Tire-me daqui" ele ordenou. Seus olhos vermelhos pareciam emanar uma espécie de encanto sob meu corpo, fazendo-me sentir impelido a obedecer.
Então eu me aproximei. Mesmo querendo dar meia volta, mesmo querendo desaparecer dali o mais rápido possível, eu me aproximei.
"Remova as estacas. Rápido." ordenou ele novamente, me controlando com os olhos.
Essa segunda ordem não pareceu tão eficiente. Parecia que lentamente, o controle dele sobre mim ficava mais fraco. Provavelmente, me forçar a salvá-lo exigia todas as forças restantes dele. Foi então que eu me lembrei, o morcego que me atraiu até lá também havia perdido parte do controle sobre mim no meio do caminho.
Pensei que se fosse capaz de enrolar por tempo o suficiente, eventualmente conseguiria escapar.
Ideia estúpida.
"Eu não tenho tempo para brincar com você. Remova as estacas de uma vez." Ordenou ele, dessa vez quase dispensando a "hipnose".
Eu devia ter corrido então.
O sol começou a nascer, queimando o corpo do homem a partir dos pés, lentamente. Eventualmente o restante do corpo seria destruído e eu poderia voltar para casa. Ou pelo menos era para ser assim.
"Não tenho outra escolha. Ajoelhe-se e estenda o seu braço até minha boca garoto. Você vai ter de servir"
Novamente me controlando com seus olhos, ele me obrigou a obedecê-lo e assim como ele disse, eu me ajoelhei e estendi o braço direito.
"Seja bem vindo ao mundo da noite" Disse ele, antes de me morder.
Essa foi minha última lembrança daquela noite.
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Não pretendo me identificar em momento algum durante este relato. Apesar de ter reunido coragem para partilhar dessa história, sei que é melhor fazê-lo de forma anônima. Acreditar ou não nas palavras que aqui serão escritas é escolha sua, e acho melhor que não o façam. É mais seguro. Tanto para mim quanto para vocês.
Bem... Vamos começar.
Ano passado, a minha vida mudou.
Durante uma semana, eu vivenciei o inferno na terra, e desde então, minha vida mudou.
Foi como se o destino estivesse pregando uma peça comigo. Bem, admito que também tive culpa. Afinal, se não fosse por mim, provavelmente não teria acontecido da forma que aconteceu, ou talvez nem mesmo tivesse acontecido.
Mas eu me recuso a acreditar que tudo foi apenas "por acaso".
Era uma noite de domingo quando o conheci. Meu pai, um policial solteiro, havia chegado em casa mais frustrado e irritado do que eu jamais tinha visto. Fazia alguns meses desde que um assassino em série havia aparecido em nossa cidade, e a mãe da oitava vítima havia feito uma cena na delegacia aquela tarde. Daqueles com direito a choro e xingamentos.
Bem, não posso culpá-la. A garotinha tinha dez anos e foi encontrada nua com o pescoço torcido deitada na areia da praia. Diga-se de passagem, sua casa ficava a três quarteirões do local. Qualquer mãe teria feito o mesmo, senão pior.
De qualquer forma, por causa disso, eu e meu pai brigamos naquela noite. Minha culpa. Apesar de que o estado emocional dele também ajudou bastante, claro. Ainda assim, fui eu quem o provocou no final e isso resultou na minha "expulsão" da casa.
"Expulsão"
Eu pretendia voltar, é claro. No dia seguinte mesmo. Ele não estaria lá durante a manhã e a tarde, e eu estava com as chaves no bolso. Em três dias, nós dois teríamos superado aquela briga e voltaríamos ao convívio "normal".
Mas o destino não quis que fosse assim, claro.
Naquela noite, enquanto eu caminhava pelas ruas vazias esperando o sol nascer, uma tempestade sem chuva começou a soprar. Não demorei para encontrar abrigo, em um coreto numa praça perto da praia (longe de onde a oitava vítima havia sido encontrada), e lá fiquei sozinho.
Não, não exatamente sozinho. Junto comigo havia outro ser vivo. Um morcego negro como a noite, que parecia não ser afetado pelo vento e que me fitava pendurado em uma das vigas de madeira.
Dizer quanto tempo passei apenas sentado lá, olhando para o morcego, seria impossível. Minha memória daquele momento está muito confusa agora. Só sei que quando percebi, já estava correndo.
Respiração ofegante, olhos semicerrados, vento soprando no meu rosto, correndo atrás do maldito morcego que agora não só ignorava o vento, mas também conseguia voar contra ele.
Apesar de ter recuperado minha consciência, meu corpo ainda não me obedecia. Eu continuei correndo além da exaustão por longos minutos, até que finalmente chegamos.
Um trecho deserto da praia, longe da cidade. Apenas o mar, uma faixa de areia e as árvores.
E em uma dessas árvores estava um homem pregado com estacas de madeira pendurado de cabeça para baixo. Uma estaca atravessando as duas mãos e o peito, outra estaca para os pés. As duas atravessavam a árvore por completo, e pareciam extremamente afiadas. Havia uma quantidade absurda de sangue escorrendo das feridas, digna de oito jovens garotas e sabe-se lá quantas mais. Todo o tronco da árvore e a terra envolta estava manchada de vermelho.
Mas apesar da situação miserável do homem, a única coisa que eu pude sentir foi medo.
"Tire-me daqui" ele ordenou. Seus olhos vermelhos pareciam emanar uma espécie de encanto sob meu corpo, fazendo-me sentir impelido a obedecer.
Então eu me aproximei. Mesmo querendo dar meia volta, mesmo querendo desaparecer dali o mais rápido possível, eu me aproximei.
"Remova as estacas. Rápido." ordenou ele novamente, me controlando com os olhos.
Essa segunda ordem não pareceu tão eficiente. Parecia que lentamente, o controle dele sobre mim ficava mais fraco. Provavelmente, me forçar a salvá-lo exigia todas as forças restantes dele. Foi então que eu me lembrei, o morcego que me atraiu até lá também havia perdido parte do controle sobre mim no meio do caminho.
Pensei que se fosse capaz de enrolar por tempo o suficiente, eventualmente conseguiria escapar.
Ideia estúpida.
"Eu não tenho tempo para brincar com você. Remova as estacas de uma vez." Ordenou ele, dessa vez quase dispensando a "hipnose".
Eu devia ter corrido então.
O sol começou a nascer, queimando o corpo do homem a partir dos pés, lentamente. Eventualmente o restante do corpo seria destruído e eu poderia voltar para casa. Ou pelo menos era para ser assim.
"Não tenho outra escolha. Ajoelhe-se e estenda o seu braço até minha boca garoto. Você vai ter de servir"
Novamente me controlando com seus olhos, ele me obrigou a obedecê-lo e assim como ele disse, eu me ajoelhei e estendi o braço direito.
"Seja bem vindo ao mundo da noite" Disse ele, antes de me morder.
Essa foi minha última lembrança daquela noite.
8 de abr. de 2013
A Sombra Oca - Indiferente
Me vejo assim,
Tão desligado do que acontece ao redor..
Desconectado...
Indiferente...
Pouco me importo com oque acontece..
Quem faz oque, ou como...
Me parece tudo tão desimportante...
Tão indiferente..
Casa nova, pessoas novas, comida nova...
Mas é tudo regular,
Convencional...
É indiferente.
Nada difere, nada muda,
Nada varia..
Nada que que seja alguma coisa se faz diferente do resto.
Tudo segue um padrão
Indiferente
Menos a garota...
Aquela garota,
Interessante garota
De pouco tempo atrás
Aquela garota
Estranha garota
Me assombra e alegra
Sendo tão incomum...
Tão diferente.
Tão desligado do que acontece ao redor..
Desconectado...
Indiferente...
Pouco me importo com oque acontece..
Quem faz oque, ou como...
Me parece tudo tão desimportante...
Tão indiferente..
Casa nova, pessoas novas, comida nova...
Mas é tudo regular,
Convencional...
É indiferente.
Nada difere, nada muda,
Nada varia..
Nada que que seja alguma coisa se faz diferente do resto.
Tudo segue um padrão
Indiferente
Menos a garota...
Aquela garota,
Interessante garota
De pouco tempo atrás
Aquela garota
Estranha garota
Me assombra e alegra
Sendo tão incomum...
Tão diferente.
Contando os Dias
Olho pela janela
E continuo a contar os dias
Desde que começou a chover
Comigo aqui dentro
Me impedindo de sair
Não é como se eu estivesse
Com medo de ficar molhado
Ou como se o vento lá fora
Fosse mais frio do que o clima aqui dentro
Eu só escolhi esperar a chuva passar
Mesmo sem ver o sol faz dias
Eu só escolhi esperar o tempo clarear
Mesmo sabendo que outra tempestade já veio
Tomo uma bebida quente e amarga
Me enrolo em um cobertor confortável e áspero
Seco as lágrimas de sono e melancolia
E assisto a chuva do sofá pela janela
Continuo a contar os dias
Desde que comecei a te querer
Somente a você
Sem ver mais ninguém...
Lucas Rangel Lima
E continuo a contar os dias
Desde que começou a chover
Comigo aqui dentro
Me impedindo de sair
Não é como se eu estivesse
Com medo de ficar molhado
Ou como se o vento lá fora
Fosse mais frio do que o clima aqui dentro
Eu só escolhi esperar a chuva passar
Mesmo sem ver o sol faz dias
Eu só escolhi esperar o tempo clarear
Mesmo sabendo que outra tempestade já veio
Tomo uma bebida quente e amarga
Me enrolo em um cobertor confortável e áspero
Seco as lágrimas de sono e melancolia
E assisto a chuva do sofá pela janela
Continuo a contar os dias
Desde que comecei a te querer
Somente a você
Sem ver mais ninguém...
Lucas Rangel Lima
7 de abr. de 2013
Ela e o Show
Não faço ideia do que escrevi aqui...
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Havia também uma plateia, repleta de jovens garotos e garotas. Álcool, suor e gritos misturados ao som da bateria, da guitarra e da canção. Uma, duas, três músicas em sequência, sem descanso. Todos na plateia exaltados, queimando o momento em animação.
Com excessão de uma garota.
Em meio a todos, ela permanecia apenas ela. Ignorando o barulho, ignorando os gritos, ela apenas fitava o palco, imersa na música.
Apenas ela e a banda.
Cinco, dez, quinze músicas se passaram. Da plateia, agora só restava metade das pessoas e um quinto da animação. A noite finalmente vencia a euforia, e acompanhada da chuva, logo ameaçou o show.
Apenas a garota permaneceu sentada, atenta ao som. Ignorando as gotas, ignorando o vento, ela apenas fitava o palco, imersa na música.
Até que só restou ela e a banda.
Há muito o show já havia se encerrado. Tanto o guitarrista e o baixista quanto o baterista e o vocalista estavam exaustos, prontos para encerrar a noite e salvar os instrumentos da água. Os últimos da plateia agora se abrigavam distantes sob algum teto ou alguma árvore, esperando a chuva parar para partir.
Só então a garota se levantou.
Ela, que incorporava pensamentos do passado, paixões antigas e memórias. Ela, que ninguém sequer notou em momento algum. Ela, que estava em todas as plateias em todos os palcos ao mesmo tempo. Ela, que vivia dia após dia aquele mesmo show e tantos outros. Tantas homenagens, tantas emoções, tanta música...
Deixando para trás aquele certo palco naquela certa cidade onde uma banda qualquer havia tocado músicas em tributo a cantores e ídolos mortos anos atrás, a garota desapareceu.
E então,
O show acabou.
Lucas Rangel Lima
Porque isso?
Francamente
Eu acho uma puta sacanagem
Quando você sorri pra mim
Sério
Porque isso?
É legal me deixar tão confuso?
Tão esperançoso?
É divertido por acaso?
Sério
Depois eu viro a noite
Sem conseguir te tirar da cabeça
E você fica chateada
Depois eu sou grosseiro
Tentando disfarçar meu desgosto
E você fica chateada
Francamente
Eu acho uma puta sacanagem
Quando você tenta me consolar
Sério
Quando eu te pergunto
"O que quer de mim?"
Significa que estou disposto a te dar tudo
Que eu quero te dar tudo
Sério
Aí você me responde
"Nada"
Como se isso resolvesse alguma coisa
Ou fosse me deixar aliviado
Da vontade de pegar a minha cabeça
E pregá-la na parede
Francamente
Eu acho uma puta sacanagem
Quando você conversa casualmente comigo
Sério
É pior do quer ver o seu sorriso
Me deixa mais confuso ainda
Me deixa mais frustrado ainda
Me deixa mais desesperado
E esclarece muita coisa
Que eu não queria entender
Francamente
Eu acho uma puta sacanagem
Quando você diz que ama outro cara.
Mesmo dizendo que minha poesia é bonita
Mesmo falando que eu sou um cara legal
Mesmo falando que um dia gostou de mim
Mesmo falando comigo tanto assim
Me fazendo te amar cada vez mais...
Sério
Porque isso?
É divertido por acaso?
Lucas Rangel Lima
Eu acho uma puta sacanagem
Quando você sorri pra mim
Sério
Porque isso?
É legal me deixar tão confuso?
Tão esperançoso?
É divertido por acaso?
Sério
Depois eu viro a noite
Sem conseguir te tirar da cabeça
E você fica chateada
Depois eu sou grosseiro
Tentando disfarçar meu desgosto
E você fica chateada
Francamente
Eu acho uma puta sacanagem
Quando você tenta me consolar
Sério
Quando eu te pergunto
"O que quer de mim?"
Significa que estou disposto a te dar tudo
Que eu quero te dar tudo
Sério
Aí você me responde
"Nada"
Como se isso resolvesse alguma coisa
Ou fosse me deixar aliviado
Da vontade de pegar a minha cabeça
E pregá-la na parede
Francamente
Eu acho uma puta sacanagem
Quando você conversa casualmente comigo
Sério
É pior do quer ver o seu sorriso
Me deixa mais confuso ainda
Me deixa mais frustrado ainda
Me deixa mais desesperado
E esclarece muita coisa
Que eu não queria entender
Francamente
Eu acho uma puta sacanagem
Quando você diz que ama outro cara.
Mesmo dizendo que minha poesia é bonita
Mesmo falando que eu sou um cara legal
Mesmo falando que um dia gostou de mim
Mesmo falando comigo tanto assim
Me fazendo te amar cada vez mais...
Sério
Porque isso?
É divertido por acaso?
Lucas Rangel Lima
4 de abr. de 2013
Dorme
Dorme
agora,
Dorme.
Que o toque que te toca só quer o teu bem.
Dorme,
pequena,
Dorme.
Que
o mundo lá fora já está quase parando.
Dorme,
Pode
dormir.
Que
quem te acompanha fica de ouvidos atentos.
Relaxa
agora,
Dorme.
Que quem te olha dormir fica de olho no mundo.
Dorme
agora,
Descansa.
Que
de todas as tuas lutas, a mais voraz está para chegar.
Dorme
agora,
Dorme.
Que
eu te chamo quando a hora chegar
2 de abr. de 2013
Esperando Aquele Dia
Não queria que acabasse assim
Só não havia outro jeito
Apesar de sabermos desde o início
Não havia como nos prepararmos
Para este dia
Durante todo esse tempo
Eu lutei para evitar
Eu lutei para adiar
Eu me debati com todas as foças
Sem conseguir nem mesmo me iludir
Abracei você noite após noite
Grato por naquele dia
Ter acontecido
Num dia como aquele
Maravilhoso...
Mas não havia o que fazer
Tanto que este dia chegou
O dia em que nós não seriamos mais
Sobrando apenas eu
E você...
Então,
Não me culpe por ficar
Assim como eu não te culpo por partir
Afinal,
Você sabia também
Desde o começo
Agora apenas vá embora
Me deixe
Deixe terminar
É
Eu sabia que esse dia chegaria
Que como uma borboleta
Você não rastejaria na terra para sempre
Que suas asas iriam crescer
E chegaria o dia em que você se juntaria aos anjos
Enquanto eu ficaria aqui
Esperando aquele dia chegar novamente
Um dia como aquele
Maravilhoso...
Lucas Rangel Lima
Só não havia outro jeito
Apesar de sabermos desde o início
Não havia como nos prepararmos
Para este dia
Durante todo esse tempo
Eu lutei para evitar
Eu lutei para adiar
Eu me debati com todas as foças
Sem conseguir nem mesmo me iludir
Abracei você noite após noite
Grato por naquele dia
Ter acontecido
Num dia como aquele
Maravilhoso...
Mas não havia o que fazer
Tanto que este dia chegou
O dia em que nós não seriamos mais
Sobrando apenas eu
E você...
Então,
Não me culpe por ficar
Assim como eu não te culpo por partir
Afinal,
Você sabia também
Desde o começo
Agora apenas vá embora
Me deixe
Deixe terminar
É
Eu sabia que esse dia chegaria
Que como uma borboleta
Você não rastejaria na terra para sempre
Que suas asas iriam crescer
E chegaria o dia em que você se juntaria aos anjos
Enquanto eu ficaria aqui
Esperando aquele dia chegar novamente
Um dia como aquele
Maravilhoso...
Lucas Rangel Lima
1 de abr. de 2013
Why shouldn't we all?
The Shades of Oblivion,
As I call them.
The horrors that reside in the dark.
No, not that kind of murkiness..
But the gloom that lurks in the corners of your mind.
The thoughts and feelings even yourself don't fully understand.
The hopes and expectations you would not want people to know about..
Yes, that one..
The most lewd and obscure side of your soul.
The most brutal and vicious of your desires...
The bizarre content of Akasha...
Are all Shades of Oblivion.
It is the lowest point of the human psyche.
We all have that.
We all know that.
But few understand it...
And fewer embrace it.
Could you do it?
Would you do it?
Should you do it?
Why shouldn't?
Why shouldn't I?
Why shouldn't we all?
31 de mar. de 2013
Não Agora
Me disseram para acreditar
Que havia magia no ar
Que a noite era quieta e gelada
Mas que tudo iria passar
Me disseram que a culpa não era minha
E que eu não precisava me preocupar
Que as luzes se apagariam
As nuvens se dissipariam
E eu poderia ver as estrelas novamente
Sorrindo, como se não fosse nada
Como se o frio e o silêncio
A chuva e a confusão
Tudo o que me afligia
Fosse simplesmente momentâneo
E estavam certos
Entretanto
Apesar disso
Sem a menor dúvida
São coisas que vão perdurar para sempre
Em minha memória
Ou pelo menos,
Que me fazem sentir assim
Eu sei que as estrelas vão voltar
E sei que a noite não é bela para sempre
Sei que um dia já não vou me lembrar
Mas estou triste
E o futuro
Não serve de consolo
Não agora.
Lucas Rangel Lima
Que havia magia no ar
Que a noite era quieta e gelada
Mas que tudo iria passar
Me disseram que a culpa não era minha
E que eu não precisava me preocupar
Que as luzes se apagariam
As nuvens se dissipariam
E eu poderia ver as estrelas novamente
Sorrindo, como se não fosse nada
Como se o frio e o silêncio
A chuva e a confusão
Tudo o que me afligia
Fosse simplesmente momentâneo
E estavam certos
Entretanto
Apesar disso
Sem a menor dúvida
São coisas que vão perdurar para sempre
Em minha memória
Ou pelo menos,
Que me fazem sentir assim
Eu sei que as estrelas vão voltar
E sei que a noite não é bela para sempre
Sei que um dia já não vou me lembrar
Mas estou triste
E o futuro
Não serve de consolo
Não agora.
Lucas Rangel Lima
30 de mar. de 2013
Um Casal?
Caminhando sozinho
Em meio a multidão
Eu avistei um "casal".
Um homem alto
De cara fechada
Um mulher morena
Olhando para o outro lado
Apenas as mãos entrelaçadas
A principio,
Eu não pensei nada
Mas aquelas expressões
Não saíram da minha cabeça
Um contraste tão grande
Entre as mãos dadas
E o quase desgosto
Exposto no rosto
De cada um
Não entendi
E só.
Lucas Rangel Lima
Em meio a multidão
Eu avistei um "casal".
Um homem alto
De cara fechada
Um mulher morena
Olhando para o outro lado
Apenas as mãos entrelaçadas
A principio,
Eu não pensei nada
Mas aquelas expressões
Não saíram da minha cabeça
Um contraste tão grande
Entre as mãos dadas
E o quase desgosto
Exposto no rosto
De cada um
Não entendi
E só.
Lucas Rangel Lima
29 de mar. de 2013
Ao Meu Lado
Ainda me lembro claramente
Da época em que te conheci
De toda a sua infantilidade
Dos seus desenhos mal feitos
Da sua voz desafinada
Da sua covardia
E da sua raiva
Mesmo tudo tendo acontecido
Tanto tempo atrás
Mesmo essas memórias sendo
Todas de seus defeitos
Eu nunca poderia esquecer
Pois foi essa garota
Que não sabia fazer nada
Quem eu comecei a amar
Foi te olhando querendo se tornar uma adulta
Que meu coração acelerou pela primeira vez
Foi admirando a sua dedicação mesmo sem talento
Que eu decidi estar ao seu lado a partir de então
Foi escutando sua voz nas noites de insônia
Que eu consegui dormir apesar dos meus pesadelos
Foi te vendo tremer perante ao futuro
Que eu desejei poder te proteger para sempre
E foi te vendo enfurecer quando perdida
Que eu me apaixonei por seus defeitos
E por causa disso, eu lhe peço
Não saia do meu lado
Já não sei ser maduro
Sem ter você para cuidar de mim
Não vejo cores no mundo
Sem você rabiscando-as desordenadamente
Não consigo mais dormir
Sem a sua voz me consolando
Não sei ter coragem
Sem suas mãos empurrando minhas costas
Não consigo sentir nada
Sem seu calor me dando vida
Então por favor...
Lucas Rangel Lima
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