9 de nov. de 2015

No Looking Back

He sat down in his living room,
Waiting for her to get out of shower
Without thinking,
He prepared her some warm tea
And prepared himself a drink

He knew it was not going to be an easy night

How many months since the last time?
How much did he thought about her?
And more important than anything,
When was it that he managed to forget?

Until that same day, 
But a few hours later
Until he saw that woman crying in a corner
So familiar, so changed, so sad

When he realized, she was already in his car
Her story was the same as always
She had not changed at all, still in that same place
It was like it was HIM who left

But he was no kid anymore
He knew that she choose to stay there
Why she disappeared without telling him
And now, it was already too late

She got out of the shower
Ignoring the clothes he had prepared for her
With her wet hair glued to her face
Her red, teary eyes fixed at him
And but a towel covering her body

"Thank you for this...." She said

"It`s not how you think." He answered

He had already decided never again to meet her
No sense in coming back after being left
In his heart, that night was not allowed to happen
And that is what he thought to himself the next day

But still, when she suddenly hugged him
When she cried loudly in his arms,
With her body still warm from the shower
With her hair still wet, smelling like his shampoo

He lost track of his feelings

Embracing her, as he wanted to in the past
They dreamed a night, forbidden
They closed their hearts while opening their bodies
And consoled each other, after hurting and being hurt

The next day, she was given back to her life
To the place she choose to stay, mistaken or not
And he...

He did not look back.

Lucas Rangel Lima

1 de nov. de 2015

Old Sweetness

For some reason, in that morning
He was not feeling bad in his usual way
He did not want his usual bitter medicine
He just wanted to know

If that old sweetness was really poisonous

He sited down on his ragged armchair
Felt every sore spot in his back aching
And extended his hand for his warm coffee,
Thinking that an extra spoon of sugar
Would be called for today

In his heart, he recalled the previous night
And felt a shard of the sadness he forgot in his youth
A shard of those naive feelings, those silly cravings
Those emotions he had long given up

He smiled a bit, laughing at himself

Somewhere in his heart, he felt glad to discover
That a bit of that hateful boy was still on his heart
That his apathy and cynicism, so painfully obtained
Still had not completely dried him inside

That he could still long for someone else`s warmth

So, thinking deeply about events that caused him this
He took a deep breath, felt his crushing heartbeat
And held them dearly in his being, hidden in a corner
So as to not let it become a weakness

So as not to let the sweetness become a poison

Lucas Rangel Lima

20 de set. de 2015

Lost Garden

There were no more roses in his garden
Just the thorns left behind by fallen petals
Dried earth and withered leaves
Left alone against a long winter

After all, so much time had passed
Since he last felt like visiting it
He couldn't even remember the last time
That he watered any of the flowers there
Nor could he remember which color they had
Or how any of them smelled in the past

He had long ago lost his interest in those

But still, in a certain morning
His tired feet dragged him outside
For no reason at all, as if it was fated to happen
He returned to his dead garden
And smiled to himself

It was funny, really
His abandoned garden, more then ever
Reflected his abandoned self so much
He couldn't stop smiling

Nothing held any meaning anymore
Not the bitterness
Not the colors
Not the cold
Not the fragrances

Nothing moved his heart anymore
But the irony itself
Of only having left
What he had become

So with no happiness
No sadness
He smiled, 
For the were no reasons not to do so.

Lucas Rangel Lima

29 de jun. de 2015

Novo dia

Como se fosse destino
Óbvio, natural, inevitável,
Uma porta se fecha
Deixando para trás memórias e janelas
Lembranças e amores

Um passo longo foi dado
Um ciclo triste fechado
Muitas lições foram aprendidas
Muitas dores foram compreendidas

Mas enfim, aquilo que havia parado se moveu
O que estava frio se aqueceu
Possibilidades e desejos nasceram
Como flores num jardim
Numa colina, longe de tudo

Onde apenas o vento sabia chegar
Apenas a sinceridade de um sorriso
Sabia conquistar

Lucas Rangel Lima

Meu Veneno

E naturalmente
Desabrocha o sorriso
Desatam-se os nós
Desaparecem os grilhões

O olhar se torna claro
A voz se torna um riso
A solidão se torna um aconchego
E o carinho se torna real

Era como se o amargor em meus lábios
Adocicasse à toda minha vida
Um remédio para toda a tristeza
Um veneno para toda a dor

Matando lentamente o meu coração
Fazendo-o querer bater um pouco mais a cada dose
Queimando meu lábio, meu peito,
Lavando meu corpo, minha alma,

Meu veneno, que "naturalmente",
Me fazia viver, mesmo custando minha vida
Me fazia amar e esquecer
Viver e continuar

Lucas Rangel Lima

29 de out. de 2014

Apenas uma Loucura

Quando ele percebeu
Havia deixado de existir
Não era mais visto
Não era mais ouvido
Não estava mais lá

Para ninguém

Era óbvio, pois ele não sabia amar
Ele só sabia tatear a si mesmo
Procurando olhar para fora de sua alma
Através do que havia dentro de seu coração

Diversas vezes ele se enganou
Em meio a promessas vazias e pedidos sinceros
Diversas vezes ele se perdeu
Em meio a verdades cruéis e mentiras gentis

Diversas vezes

Até ficar sem palavras para descrever
Sem verdades para se sustentar
Sem emoções para se dedicar
Apenas uma loucura

Continuar vivendo transtornado
Pelo bem de sumir em paz

Algum dia...

Quando ele percebeu
Havia deixado de sentir
Não via mais ninguém
Não ouvia mais ninguém
Não havia mais ninguém

Não dentro dele

Apenas uma loucura...

Lucas Rangel Lima


16 de out. de 2014

Meu Sorriso

Finalmente,
Depois de tanto tempo
Eu deito meu corpo cansado
Com um sorriso no rosto

O dia fora duro como sempre
No entanto, tudo estava diferente
Meu coração continuava ferido
Ainda assim,
Agora ele pulsava alto

É assustador quão fácil foi tudo
Quão súbito, quão bom
Quão certo você me parece
É assustador quão tolo eu me sinto
Quão bobo, quão feliz
Quão estranho você me deixa

Chega a doer pensar
Em quão distante...

Quando eu falo contigo
É como se todas as inseguranças
Pudessem ficar para depois
Como se quando conversamos
Tudo o que não sabemos
Não compartilhamos ainda
Nunca fosse me incomodar

Finalmente,
Depois de tanto tempo
Eu deito meu corpo cansado
E sonho tranquilo
Com Meu Sorriso...

Lucas Rangel Lima

1 de out. de 2014

À Minha Amadinha...

Cada dia rouba de mim mais um pouco
Debilita meu corpo, exausta meu espírito
Nubla minhas memórias, e por fim
Ameaça acabar à minha vontade

Quase penso que não vivo...

Sorrio vazio, rio sem graça
Minto sincero, agrido sem raiva
Sinto que fico, enquanto tudo passa
Penso que esqueço tudo de que lembrava

Desejo,
E me afogo em meu próprio egoísmo

Mas hoje
Fui acordado por minha amadinha
Ouvi-a narrar-me outro de seus sonhos
E consegui sobreviver a mais um dia

Graças à ela

É curioso, de certa forma...
O quanto aquela "voz" me acalma
O quanto aquele "riso" me cura
E o quanto meu egoísmo não importa

É como seu eu não soubesse mais odiar

Como se fizesse tudo
Como se fosse tudo

Graças a ela...

Lucas Rangel Lima

12 de set. de 2014

Quase um Consolo...

Ele estava no fundo do poço
Quando seus braços envolveram o corpo dela
Sua voz mal podia ser ouvida
Suas lágrimas já haviam a muito secado
Quando seu corpo abraçou aquele calor

Era como se pela primeira vez em anos
Houvesse entrado ar em seus pulmões
Como se tudo o que ele esquecera
Tudo o que ele havia perdido
Fosse resumido naquele único gesto
Naquele ínfimo momento

Ele podia sentir cada pedaço de sua alma
Cada fragmento de dor
Cada momento de abandono
Cada cicatriz
Tudo

Pulsando como no instante em que ocorrera

Mas no final das contas
Não havia consolo algum nela
Não havia cura, não havia salvação
Naquele abraço
Não havia o sentimento que ele procurava

Apesar de tudo,
Ele a abraçou com carinho
Ele a beijou no pescoço
Ele acariciou seus cabelos
E como quem se consola sozinho
Ele lambe as próprias feridas

Se perdendo num corpo amigo...

Lucas Rangel Lima

5 de set. de 2014

Perante a Barreira

Em frente à minha mão
Parece existir uma barreira
Algo que só eu vejo
Talvez algo que eu mesmo criei
Algo que eu não sei superar

Como uma criança, do outro lado do vidro
Eu imagino uma vida diferente
Alguém que eu queria ser
Vivendo a vida que eu gostaria de ter
Sem ter de lutar, sem ter de perder

Como um covarde, eu me pergunto
O que eu ainda preciso fazer
Quanto eu preciso mudar
Para que lado eu deveria andar
De forma a nunca mais parar

Mas eu sempre bato na mesma barreira
Eu sempre me faço as mesmas perguntas
Perco as mesmas lutas
E não sei nem se desisto
Somente perco

E sinto o frio do chão em meu rosto...

Lucas Rangel Lima

30 de ago. de 2014

Uma Noite sem Seu Aroma

E mais uma noite sem significado
Amanhece sem que eu queira acordar
Mais uma luta sem retribuição
Desgasta este corpo cansado de esperar

Antes mesmo que eu perceba
Meus olhos já se encontram abertos
E o sonhos que instantes atrás me recebia
Já fora rejeitado pelo bem da minha sanidade

"Hoje será outro dia longo",
Penso, me contradizendo num sorriso.
Como, saio e caminho sozinho
Me forço a apreciar para não ter que fugir

Afogo meu medo
Afogo meu nojo
Deixo imersos meus pensamentos
De forma a mais nada emergir deles

Só me permito enlouquecer
Quando sinto seu aroma
Só consigo me contradizer,
Ser seja lá quem sou
Rir de verdade
Doer de verdade
Em sua companhia

Quando você não está
É apenas mais uma noite sem significado
Que amanhece sem que eu consiga ter dormido
Mais uma luta sem retribuição
Que desgasta este corpo,
Que só sabe esperar

Lucas Rangel Lima

6 de ago. de 2014

Ai no Kaori

Ano shounen ni totte
Kodoku wa subete deshita
Mainichi, hitori bocchi jyanakutemo
Aitsu wa kodoku deshita

Ii tomodachi ga atta kedo
Toki doki ni shika, marude inakatta
Ureshii toki sae mo tsurakatta
Hito ni miseru egao mo, kamen deshita

Ano shounen wa ima made mo
Otona ni natta kara demo
Kodomo no mama datta
Kodoku no mama datta

Kodoku ni nareta aitsu wa
Jibun no tamashi wo mi ushinatta
Aisuru hito ni tsutaeru omoi mo
Zenzen wakaranakunatteshimatta

Kotoba ni mayotte
Kizu wo kazoe kirenai hodo uketa
Mou, shinitakunatta
Wasuretakunatta, zenbu

Demo
Ai no Kaori no sei de
Sore wo dekinakatta
Nanimo dekinakatta
Tada tachidomatta
Ha wo kuishibatta
Gaman shita

Akirametakunakatta...